OS CINCO RELÓGIOS
Os cinco relógios antigos
que adornam o meu apartamento
não marcam hora, não funcionam;
o são apenas no nome,
pois guardam para si o tempo,
como ao ouro um avarento.
Os cinco relógios antigos
que adornam o meu apartamento
muito a minha vida espelham,
vida que mais a um zumbi se assemelha,
pois prodigalizo inerte o tempo efêmero,
sem cumprir aquilo a que fui predestinado.
Os cinco relógios antigos
que adornam o meu apartamento
estão fadados ao descarte, à lixeira,
no mesmo dia em que minha vida inútil
for, sem prezo, baixada à sepultura.
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