O POETA QUE HÁ EM MIM NÃO QUER CANTAR
O poeta que há em mim não quer cantar
qualquer tema, como Baudelaire o fez;
quer cantar o mais profundo do meu ser
com arte, engenho, paixão e sensatez.
Carniça alguma inspira-me poemas,
embora a vida à minha volta clame versos;
poetizo a natureza – espelho p’ra minh’alma –
que traz em si sementes de todos universos.
Quanta beleza poética e verdadeira
desvela-se aos olhos de minha alma!
Por que então cantar o feio, o falso belo,
que ao meu espírito em momento algum acalma?!
Venham-me as musas de belezas veras e eternas
inspirar-me poemas que expressem
a imagem encantadora que a cantaram
tantos poetas, que por tal jamais perecem.
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