AS MONTANHAS SEMPRE AS MONTANHAS
As montanhas, sempre as montanhas
as montanhas que me atraem,
cativam meu olhar,
prendem-me em contemplação.
As montanhas, as mesmas montanhas
transpostas por aventureiros e bandeirantes
a conquistar as novas terras,
terras de um novo mundo.
Montanhas que elevam-se ao céu
convidam-me a subir
para enlevar-me
ao admirar a grandeza da Criação.
Montanhas das quais miro
um mundo vasto
além do meu.
As montanhas, sempre as montanhas
que me chamam a escalá-las,
a conquistá-las –
qual bandeirante da minh’alma –
e a fazer-me comunhão
com a imensidão do Universo.
Porém, quantas montanhas subi?
Muito poucas... de fato alguma?
Talvez fossem meras colinas
ou ladeiras nas cidades...
Cansado, na estiagem da vida
quedo-me nesta planície
sem ânimo,
sem alma,
sem vida,
sem conquistas...
Mesmo assim, meus olhos voltam-se
às montanhas, sempre às montanhas.
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