SINTO-ME PARADO


Sinto-me parado
No tempo e no espaço
Que passa rápido
Ante meus olhos
E minha vida.
Um sopro de vida
Desejo apenas
Que impulsione meus sonhos,
Que movimente minhas mãos
Sempre tão inertes.
Parado à mesa,
Frente ao computador,
Observo a barra da toalha
Sobre a mesa redonda
Ao canto da sala.
O ar frio do condicionador
Faz bailar essa barra,
Como saia de dançarina,
Com ritmo e harmonia.
Até a toalha
Movimenta-se mais do que eu.
Que muralha intransponível
Por toda a vida barrou-me
O sopro da vida
Deixando-me assim...
Vivente sem vida?!

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