AINDA ESCURA A MADRUGADA
Ainda escura a madrugada,
dirijo-me ao sepulcro de minh’alma,
pleno de esperança
de encontrar-me ressurreto.
Porém a pedra ainda lacra o meu jazigo.
Não me deparo com anjos luminosos.
Dentro, as faixas e o sudário
ainda imobilizam e recobrem
o poeta crucificado pelo ócio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário